Ideias em Jogo: O problema dos jogos eletrônicos e o mercado nacional
setembro 8, 2015Muito tem se discutido, mas o que realmente tem sido colocado em relevância no Brasil, e é fato de interesse da maioria das pessoas que estão lidando com jogos por aqui, é o PREÇO DOS JOGOS. Ainda mais pegando a fase econômica atual que influencia ainda mais os jogadores que facilmente olham para esse aspecto.
Contudo, há muito o que se observar antes de atentarmos ao fator preço. Temos de lembrar antes de tudo da formação, aproveitamento do potencial criativo e dos inúmeros jogos produzidos por aqui. Poucos sabem, mas em 2013, foram produzidos mais de 1400 jogos no Brasil em mais de 130 empresas (Fonte: Censo da Produção Brasileira de Jogos), mas onde estão essas empresas e esse jogos? Quantos desses jogos foram consumidos no nosso país? E quais, você que esta lendo agora poderia dizer que conhece?
Ai que está o grande X da questão, não temos conhecimento da produção nacional, ou simplesmente temos os estigma de que aqui no Brasil só temos jogos de pequeno porte ou que não valem a pena serem vistos. Enquanto isso, empresas de grande porte levam nosso capital intelectual e compram direitos de jogos produzidos aqui, lançando em suas lojas on-line.
Recentemente temos o caso do jogo Horizon Chase, da Aquiris que tem tomado a mídia e é uma prova de que a produção nacional tem tido seu valor, mas isso tem acontecido por um grande esforço das produtoras locais, que tem resistido e buscado seu espaço no filão do mercado internacional.
Não somente este jogo, mas muitos outros tem aparecido, e a grande questão é ainda a colocação destes no mercado, a aceitabilidade local e ainda a qualidade que temos de evidenciar para os jogos brasileiros.
Temos de parar de olhar somente para o fator preço (isso inclui os impostos e a possível influência da pirataria, que são problemas, e não podemos ignorar), verificar as possibilidades e acreditar que a mudança da cultura relacionada aos jogos pode ser um caminho para melhorar as condições do mercado local, com espaço para os grandes títulos, mas também com a possibilidade de se aproveitar muito do que tem sido feito por aqui. E claro captar mais recursos, para assim termos também o nosso país figurando REALMENTE em 4º Lugar no mercado mundial dos jogos eletrônicos e não em 11º como na pesquisa a seguir: Top 100 Countries by Game Revenues (Fonte: NewZoo 2015)
Vou deixar dessa vez o espaço aberto para o debate, e escutar todos que acompanham esta coluna para discutir no grupo Ideias em Jogo: O que podemos realmente fazer para a melhoria do mercado brasileiro? Seriam mesmo o preço, os impostos e a pirataria os grandes vilões neste história?
Autor: Izequiel Norões

Professor, Analista de Sistemas, Presidente da UCEG e pai do Icaro.
“Os jogos podem mudar o mundo”


