[Review] Fallout 4: Automatron
março 28, 2016
Em 2015 uma enxurrada de jogos de mundo aberto chegaram aos consoles da nova geração, e a Bethesda, empresa consagrada no gênero, trouxe de volta Fallout. Anunciado na E3 de 2015, Fallout 4 deixou diversos fãs da franquia entusiasmados e ansiosos para, enfim, voltar ao apocalíptico universo do jogo.
Fallout chegou aos consoles e PCs em novembro de 2015 e diversas opiniões, positivas e negativas, foram levantadas com ele.
Enredo:
Boston, o ano é 2077 e o mundo usufruiu de todo os benefícios da energia nuclear, proporcionando assim, facilidades no dia a-dia de uma tradicional família americana, mordomos são substituídos por robôs e toda a fonte de energia vem de pequenos reatores nucleares.
Em meio a toda o conforto que o uso dessa fonte traz ao planeta, o avanço tecnológico armamentista não ficaria de fora, e a ameaça de uma nova guerra mundial é iminente, assim como a destruição em massa!

Em meio a esse cenário caótico, a Valve Tech entrega um jogo onde você terá que viver em um mundo ‘pós apocalíptico,’ em que as pessoas moram em abrigos subterrâneos que lembra bastante aqueles usados pelos americanos durante as décadas de 50 e 60, onde os lugares são oferecidos via vendedores batendo de porta em porta.
Após o lançamento da primeira bomba nuclear que sacramentou a guerra, você é relocado com sua família para o Vault 111, onde todos os habitantes ficarão em estado de sono profundo por método de criogenia, fazendo assim, com que só despertem anos após o ocorrido. Você é despertado por habitantes locais chamados de Raiders, pessoas que vasculham as Vaults e antigos bairros atrás de suprimentos e algo que possam vender, os mesmos sequestram seu pequeno bebe e é ai onde tudo começa.
Gameplay:
Começamos a jogar em 2077, dentro da casa de uma pacata e típica família americana, e a partir dai temos a opção de escolher o gênero de nosso personagem, além de uma vasta customização já vista em jogos da empresa, como por exemplo Skyrim.
O gameplay do novo Fallout mescla elementos de FPS com o consagrado V.A.T.S System, sistema onde você seleciona partes do corpo do oponente vendo a melhor maneira de inferir dano a ele, tornando o combate mais fácil de acordo com sua estratégia.


A exploração e interação no gigantesco mapa do jogo é feito de forma livre, ou seja, não existe um caminho linear, onde você irá progredir e desenrolar o enredo de acordo com os caminhos que trilhar, então, cabe a você escolher a ordem como todos os eventos irão ocorrer, assim como priorizar algumas quests.
Pela primeira vez na franquia, seu personagem terá voz, fator bastante interessante para um jogo onde as suas escolhas e respostas denominam o seu progresso. O game é conhecido por seu humor ácido e a opção de dar respostas um pouco mais ‘engraçadas’ utilizando da opção de ‘sarcasmo’ é uma forma de aliviar toda a tensão e retirar um pouco da atmosfera pesada de Commonwealth.
Atributos e Costumização:
Além disso, como um tradicional RPG, o game contém 7 atributos que devem ser distribuídos de acordo com sua maneira de jogar, podendo contribuir ou até mesmo dar um pouco de trabalho caso distribuídos de forma contrária ao seu método de jogo. Outro ponto que deve ser abordado é a nova customização de armas, sendo parte importante para lhe ajudar na exploração do mapa e melhoria do seu personagem. A modificação das armas se da de forma bastante interessante, você deve recolher materiais ao redor do mundo para poder habilitar melhorias ao seu arsenal, algo que colabora para a imersão nesse mundo, onde a sobrevivência do mais forte é o principal objetivo.
Todos os atributos, seleção de armas, vestimentas e localização no mapa é feito a partir de um computador portátil chamado de ‘Pip Boy’. Este dispositivo contém todas as informações sobre seu estado físico, além de identificar níveis de radiação em seu corpo. Esta ferramenta é uma espécie de menu interativo, podendo ser até utilizado em seu smartphone pelo aplicativo Fallout Pip-Boy (IOs e Android) que proporciona acesso ao seu jogo deixando ele mais dinâmico. Uma sacada interessante, já que a interação com os jogos hoje em dia está cada vez mais indo para além do controle.


Automatron – Primeira DLC:

A primeira das 3 DLCs que serão lançadas para o jogo se chama, Automatron, o nome é sugestivo e indica que o principal foco aqui é a construção de robôs.
O conteúdo está disponível desde o dia 22/03/2016 e consiste na adição de algumas quests assim como mais armas e materiais para modificação, além da construção de robôs que irão dar suporte a sua jornada.
Para ativá-la, o jogador deve estar pelo menos no level 15, assim ele poderá acionar um sinal de rádio e ouvir um sinal de socorro de uma caravana próxima, chegando lá o único sobrevivente é um Assaultron (robô de combate) modificado chamado Ada. Após destruir todos os robôs, Ada clama por sua ajuda para vingar-se do líder dos robôs, Mechanist. A DLC traz 3 novas dungeons para serem exploradas e uma nova gang que se chama ‘Rust Devils’. Além de trazer uma bancada similar as utilizadas para modificar armas e seus equipamentos, porém, esta é exclusiva para a construção de robôs a partir de peças coletadas em cenários e dungeons no grande mundo de Fallout.
Vale lembrar que o passe de temporada está custando assombrosos R$149,90 reais, algo bastante caro se todas as expansões seguirem a mesma diretriz de Automatron. Estes valores são outra marca registrada da empresa, o jogo embora tenha saído em novembro, ainda está custando R$229 em mídias digitais tanto para PC quanto para consoles de mesa.


Aspectos Positivos:
– Mundo: O mundo aberto do jogo é simplesmente um fator positivo para ser analisado, explorar os cenários de uma Boston pós-apocalíptica e procurar por formas de sobreviver é realmente um dos pontos altos do jogo.
– Diálogos: As escolhas junto a adição do voz ao protagonista torna a interação com os NPCs bem mais fluida se comparado a outros jogos da própria empresa.
– Segunda tela: Embora algo bem superficial, o conceito criado com a interação do Pip-boy e o jogador torna a jogabilidade bastante divertida e até facilita um pouco com relação a distribuição de pontos e localização do mapa sem ter que pausar o jogo a cada 10 minutos.
– Construção de materiais e recursos: O número de recursos é bem limitado e poem o jogador no papel de explorar todos os lugares do mundo, além de roubar de alguns inimigos que estão vagando pela terra com o mesmo objetivo que o seu. Isso da uma importância maior para o lixo, sendo vital para a construção de armas, casas e outros equipamentos.
Aspectos Negativos :
– Graficos: Já conhecida por não investir tanto em gráficos potentes, a Bethesda mais uma vez traz um jogo com orçamento gigante, porém, pouco otimizado em relação aos próprios jogos. Fallout 4 parece muito uma expansão do seu antecessor, com uma pequena melhora de textura, animações e movimentos trazidos da engine usada em Skyrim. Além disso, a cada vez que entra em um novo ambiente fechado ou caso tenha morrido, o tempo de carregamento não faz jus ao que foi carregado, com poucos itens e texturas que foram geradas através de longos carregamentos. O problema persiste mesmo após o lançamento de Patchs e DLC
– Cenário e NPC ‘mortos’: Como citado na análise gráfica, devido a limitação da engine, todos os personagens do jogo parecem que não estão vivos, lembram bonecos reproduzindo diálogos sem interação alguma, as vezes parecendo que não estão falando com seu personagem.
– Bugs: Como de costume, e até tratado como piada hoje em dia, a Bethesda é conhecida por diversos problemas com relação a bugs encontrado nos jogos, no gameplay notamos que algumas vezes após morrer em um cenário você volta do último ponto dele, e caso estivesse enfrentando algum mutante ou raider eles só iriam aparecer um tempo depois e a maioria ao seu redor, algo bem parecido com os efeitos de prédios sendo ‘construídos’ nos antigos jogos de mundo aberto no PS2.
Parceiros:
André Mesquita
Mercante e amante de jogos digitais
‘A cultura gamer vai muito além de pressionar botões’







