Ideias em Jogo: A importância dos jogos independentes

dezembro 8, 2015 0 Por Izequiel Norões
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Recentemente Phill Spencer, chefe da divisão de Xbox na Microsoft, esteve por aqui para participar do Brasil Game Show (BGS) e se mostrou muito entusiasmado e interessado na produção de jogos brasileira. Inclusive teceu comentários sobre o game Aritana e a pena da Harpia, o primeiro game produzido no Brasil para a plataforma XBOX ONE.

“Como indústria, não podemos ter só alguns grandes jogos, e os games independentes ajudam-nos a criar um ambiente diverso, cheio de alma e diversão. A cultura é brasileira é cheia de coisas que o mundo adora e quero ver isso nos games”.

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Phil Spencer com camisa do BGS recentemente no Videogame Awards

Ainda mais em entrevista ao site o Estadão quando perguntando se havia vindo ao Brasil para ver os jogos Brasileiros e se seria importante ver jogos feitos aqui, ele disse:

“Quando eu era criança, eu jogava um game de Zelda ou Mario por meses. Quando eu o acabava, eu tinha outro jogo e isso criou um revezamento saudável. Agora, os jogos online absorvem cada vez mais tempo dos jogadores. A indústria não pode ter só alguns poucos jogos e acredito que os games independentes nos ajudam a criar um ambiente diverso, cheio de alma e diversão. A cultura brasileira é cheia de coisas que o mundo adora. Queremos que os desenvolvedores e os jogos brasileiros contem suas próprias histórias”.

É evidente que a produção brasileira esta muito longe ainda de ser uma referência no mercado de produção de jogos, mas se grandes empresas do mercado tem visão para o que tem sido feito isso é um bom sinal, pois temos muitos desenvolvedores e empresas hoje buscando ocupar seu espaço, e o mais importante lutando para mudar o cenário para ver realmente o nosso país figurar em destaque no mercado de games mundial. Para isso é necessário trabalhar em várias frentes e assim buscar um maior fomento para a produção, com qualificação, incentivos e algo muito importante MAIS VISIBILIDADE para o que produzimos.

Vejo que um dos caminhos a seguir é buscar promover mais eventos e nestes colocar mais e mais jogos nacionais a mostra, buscar ter mais atenção das produtoras e distribuidoras e fazer valer a máxima: “Quem não é visto não é lembrado”. Recentemente tivemos a campanha do jogo Horizon Chase da produtora nacional Aquiris, um belo jogo e que com certeza figura como um case de sucesso de marketing aplicado a jogos no Brasil. Muitas pessoas com certeza viram ou ouviram falar do jogo. E isso é importante, ver e ouvir falar, pois desta forma podemos ganhar mais espaço para se promover a cultura relacionada a jogos e evitar termos pejorativos associado a jogos e assim dar mais destaque e valor ao que fazemos no Brasil neste segmento.

As mudanças começam na forma que muitas pessoas colocam os jogos, mudar a ideia que “Jogos não são joguinhos” é um começo, buscar integrar as entidades de formação e produção também é muito importante para estabelecer um melhor diálogo e assim mais e mais se falando de jogos, mais ainda se promove os mesmos e faz com que isso faça parte do nosso cotidiano e seja ainda mais disseminado na cultura das pessoas. Jogar com meio de inclusão digital, como processo de aprendizado, como forma de relacionamento e as mais diversas formas e atrativos que os jogos podem ter na atualidade.

O desenvolvedor do Jogo Aritana em entrevista ao site Tecnoloblog, afirmou: “É MUITO DIFICIL VENDER PARA O BRASIL, O PESSOAL CONSOME MUITO AAA”.  Esse é um outro grande desafio e que os desbravadores independentes brasileiros tem de enfrentar, mas buscar estar alinhados, criar entidades regionais de apoio e organização para ajudar a organizar e inserir os jogos no mercado como a proposta da Associação de Desenvolvedores de Jogos do Rio Grande do Sul (ADJOGOS – RS) e grupos indie como o SPIN de São Paulo fazem com que cada vez mais a produção independente ganhe espaço, os que estão envolvidos nesta possam ter seus trabalhos vistos e cria-se um networking de profissionais cada vez maior e mais forte o que favorece ainda mais a produção e atuação dos desenvolvedores no cenário nacional.

Sem deixar de esquecer as iniciativas locais com o Ideas em Jogo, CINDIE, o FIND e mais recentemente a criação do NORDEVS que com certeza só vem para somar e unir os desenvolvedores em espaços regionais possibilitando mais troca de experiências e se fazendo notar o que temos de produção no Ceará e no Nordeste.

Espero em breve estar escrevendo ainda mais sobre as evoluções dos jogos produzidos no nosso estado e no Brasil, na certeza que muito pode ser feito com um maior interesse e integração de todos que estão envolvidos na cadeia produtiva de jogos.

#GoIndie #DevsUnidos #UnidosSomosGamers

Até mais pessoal.

Autor: Izequiel Norões

Referências:
http://blogs.estadao.com.br/link/quero-que-os-jogos-brasileiros-contem-suas-historias-diz-chefe-da-divisao-xbox/
http://www.xboxblast.com.br/2015/10/evento-bgs-microsoft-apoia-mercado-brasileiro.html
https://tecnoblog.net/186401/principal-empresa-de-jogos-duaik/