Wonder Boy é uma das séries mais queridas entre os brasileiros que jogaram Master System, ainda nos anos 1980. Apesar de os jogos da franquia terem sido lançados no NES e PC Engine, foi por meio do console da Sega que os brasileiros tiveram maior acesso ao garoto-maravilhoso do título, que, inclusive, serviu de base para outros jogos pra lá de famosos nessas terras tupiniquins: Mônica e o Castelo do Dragão (originalmente Wonder Boy in Monster Land) e Mônica em O Resgate (que era, Wonder Boy III: The Dragon’s Trap), que foram ports competentíssimos para a época, feitos pela TecToy, todos em português e mudando, obviamente, os personagens e enredos para o mundo criado por Maurício de Souza.

A propósito, o jogo deste review é exatamente o remake do jogo que originou o segundo jogo da Turma da Mônica por aqui.

imagens - WonderBoy

Capa do jogo já faz menção discreta às caixas de jogos do Master System, com o quadriculado em um fundo branco.

A série Wonder Boy já teve 06 (seis) títulos lançados nas plataformas de 8 e 16 bits e, agora, temos este remake, lançado para o Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC e MacOS.

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O card nem disfarça! O label é idêntico aos dos cartuchos do Master System, com uma malha quadriculada em cima de um fundo vermelho!

Vamos ao Wonder Boy: The Dragon’s Trap, cujo review demoramos um pouco para escrever (o jogo já saiu faz um ano), mas não poderíamos deixar de lado.

O novo jogo, diferente dos clássicos dos anos 1980 e 1990, possibilita o jogador escolher entre um personagem masculino (Wonder Boy) ou um feminino (Wonder Girl?), que, independentemente deste fato, é amaldiçoado após derrotar um dragão robô (isso mesmo, e logo no comecinho do jogo) e transformado em um simpático garoto-dragão (por sinal, a versão do jogo do Switch que temos em mãos, veio acompanhada de um chaveiro bacaninha do personagem transformado em lagarto – vide fotos).

Todo o conteúdo: Caixa, card, manual de instruções caprichado, chaveiro em formato de garoto-dragão, e mini-CD com a trilha sonora original. Mimos simples e que agradam o consumidor. Bola dentro da versão do Nintendo Switch!

Para se livrar da maldição e voltar à sua forma humana, além de salvar do reino, o personagem deverá transitar por diversas salas interligadas, no melhor estilo de Metroid e Castlevania clássicos, com uma pitadinha de RPG na evolução dos equipamentos do personagem. Na progressão do jogo, e ao derrotar os dragões chefes de cada fase, você poderá utilizar habilidades adquiridas (MegaMan feelings), mudando a forma de seu personagem para outros animais (Psycho Fox feelings), tudo acompanhado de tutoriais bacaninhas e divertidos.

Além da diversão proporcionada pelo excelente gameplay e enredo, o jogo tem um grande destaque: os gráficos.

A parte gráfica é um deleite a parte. Jogos side scrolling atuais, mas de bases clássicas deveriam, todos, ser tão bonitos quanto Wonder Boy. Um pequeno detalhe que chama muito a atenção é a possibilidade de você escolher entre os novos, lindos e maravilhosos gráficos, ou optar pelo formato pixelado típico dos jogos de 8 bits. Tudo com a simples seleção de uma opção que pode ser feita e refeita a qualquer momento do jogo. É tão bacana que dá vontade de finalizar em uma versão e depois na outra.

 

Post Script

Wonder Boy: The Dragon’s Trap é um jogo relativamente curto. Cheguei a finalizar em 7, 8 horas. Isso poderia ser um desestímulo aos jogadores mais hardcore, mas o jogo é tão envolvente, tão bonito e bem executado, que dá vontade de jogar várias e várias vezes só para se deslumbrar com os gráficos.

Não que isso por si só seja suficiente para torna-lo uma obra indispensável. O jogo é uma homenagem a um clássico, feito com dedicação a jogadores mais antigos e isso pode reduzir a abrangência da obra.

Entretanto, aos curiosos e saudosistas, digo para irem em frente e jogá-lo. Valeu muito a pena. Me diverti bastante e, certamente, voltarei a jogá-lo no futuro

 

Prós: Gráficos, sons e diversão dignos de um remake bem executado. Fundamental para jogadores old-school.

Contras: Pode ser um pouco datado para os jogadores mais novos, desacostumados com o gênero side scrolling.

Pontuação: 8/10

 

Dados técnicos:

Wonder Boy: The Dragon’s Trap

Desenvolvedor: Lizardcube
Publisher: DotEmu
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC e MacOS
Lançamento: 18 de abril de 2017 (Switch, PS4, Xbox One), 8 de junho de 2017 (PC – Windows), 18 de julho de 2017 (MacOS e PC Linux)
Versão testada: Nintendo Switch

 


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Mário Coelho Bessa

“Entusiasta de jogos eletrônicos desde os 5 anos de idade, quando ganhou seu primeiro videogame, um Atari 2600. Adora a geração de 16 Bits e, por causa dela, virou colecionador”