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Introdução

Ao longo dos últimos anos, os remakes e reboots de jogos clássicos têm ganhado muita força na indústria de jogos. Existem muitos prós e contras nesses relançamentos.

Quando bem feitos, os remakes possibilitam que aqueles que jogaram as versões originais revivam boas memórias e revisitem obras em que passaram bons tempos de suas infâncias e adolescências. Favorecem, ainda que as novas gerações de jogadores, que não curtiram os games nas plataformas originais, a conheçam os clássicos, a história e evolução dos jogos eletrônicos. Quando mal desenvolvidos, os remakes frustram os old gamers e, ainda, podem afastar novos jogadores de se interessarem por alguns desses títulos.

Deve haver, portanto, tanto nos remakes e reboots, a necessidade de se conhecer profundamente a história original, de forma que, o novo jogo, guarde a essência da obra, seus criadores e até mesmo se considerar o momento histórico em que foi desenvolvido/lançado o jogo original.

E é exatamente neste ponto em que a Microids, responsável pelo lançamento do remake de Flashback: The Quest for Identity, exclusivo para Nintendo Switch, se destaca. A essência (e, na verdade, o jogo original inteiro) está todo inserida no remake, produzido com a reverência necessária a trazer a tona um jogo que, à sua época, foi revolucionário para a indústria e que, nos anos seguintes, ficou meio que esquecido (mas guardado nos corações de que o jogou, principalmente no Mega Drive e Super Nintendo, nos idos de 1993).

Gameplay e Enredo

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A história de Flashback se passa no ano de 2142, com o agente Conrad B. Hart, que descobriu uma conspiração alienígena para dominar a Terra, acordando nem Titã, lua de Saturno, sendo perseguido por alienígenas. Ao ser derrubado de sua nave, ele está amnésico, mas de posse de um Holocube, que o indica os caminhos para recuperar sua memória e salvar o mundo.

De início, a versão do Switch inicia com uma grata surpresa: você pode escolher jogar exatamente o jogo de 1993, ou optar pela opção remasterizada, com todas as melhorias que 25 anos de tecnologia podem disponibilizar a um jogo eletrônico. O jogo original, de grau de dificuldade relativamente elevado, pode afastar jogadores casuais.Por outro lado, a versão remasterizada é um verdadeiro deleite, sendo uma verdadeira aula de como se revisitar obras antigas. Além de constar com seleção de graus de dificuldade (que facilita um pouco a vida de quem não tem tanta paciência/perseverança de jogar o original), preserva todos os elementos de game design da obra original (mesmo jogando no Easy, pode ter certeza de que você vai morrer em incontáveis vezes e penar pra resolver alguns puzzles).

Aqui vale um destaque de como os personagens se movem e se relacionam com os objetos e cenários, que são verdadeiras obras de arte. Neste tocante, vale destacar que, Flashback, assim como Out of This World (da mesma produtora do original, a Delphine Software) e os Prince of Persia originais, usavam a técnica cinematic plataformer, utilizada para dar fluidez no movimentos dos personagens retoscopados, algo verdadeiramente inovador no início dos anos 90.

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Personagem movimentando-se por um dos cenários do jogo.

Ainda na versão remasterizada ainda trás alguns mimos que remetem à época do lançamento do jogo original, de forma que os jogo utiliza formato de tela 4:3 (não existiam TVs domésticas widescreen naqueles tempos) e até breves ruídos e interferências que eram relativamente comuns com os cabos RF (HDMI não podia ser nem considerado um sonho em 1993). Outro destaque está na trilha e efeitos sonoros, absolutamente impecáveis e envolventes, ajudando, inclusive, na imersão e desenvolvimento da trama. Na versão de colecionador, inclusive, é disponibilizado código para baixar a trilha sonora original.

Conclusão

Flashback do Switch é uma verdadeira ode à versão original. Este game marcou época e pode ser considerado um verdadeiro clássico do início dos anos 1990, que envelheceu muitíssimo bem, obrigado, e merece ser jogado tanto por veteranos quanto jogadores mais novos. Uma obra de arte, com trama envolvente, visual arrebatador e trilha sonora incrível

Torçamos para que Out of This World e os primeiros Prince of Persia tenham tratamentos parecidos e sejam relançados.

Aspectos positivos:

-Trama envolvente

-Fidelidade e respeito à obra original

-Gráficos 2D incríveis, tanto os personagens, objetos em cena, quanto os cenários em sí

-Trilha sonora

Aspectos negativos:

-Nível de dificuldade elevado pode desestimular os gamers menos dedicados, mesmo com as opções de seleção de dificuldade na versão remasterizada.

Plataforma(s) Disponíveis: Nintendo Switch

Plataforma Utilizada: Nintendo Switch

Assista ao Unbox da Edição de Colecionador de Flashback que o Quebrando o Controle preparou para você: