9778-red-dead-revolver-screenshot

Jogos de western, em bom português, faroeste ou velho oeste, existem desde o início dos jogos eletrônicos, ainda na década de 1970, cujo título mais famoso por essas bandas da América do Sul foi Outlaw, do Atari 2600.

Durante os anos 1980 e 1990 este gênero jamais foi abandonado e, com o avanço da tecnologia, surgiram os jogos com uso de pistola em TVs de CRT, que tiveram seu ápice com a impressionante série Mad Doc McCree, lançado em arcades, Sega CD, 3DO e, mais recentemente (nem tão recente assim, vai…), relançado para Nintendo Wii.

Um novo salto de evolução surgiu na segunda metade dos anos 1990 e início dos anos 2000, com a popularização dos jogos modernos com gráficos elaborados, em FPSs (First Person Shooters), como ótimo Dead Man’s Hand (para Xbox e PC), e de estratégia, como o viciante Desperados (para PC).

Mas a produtora Rockstar resolveu implementar características cinematográficas ao jogo. Iniciava-se, ainda em 2004, uma nova franquia de jogos, com Red Dead Revolver, lançado para Xbox e Playstation 2.

Os mais jovens devem achar que a série Red Dead iniciou na geração de PlayStation 3 e Xbox 360, com o aclamado Red Dead Redemption, e que teria somente uma continuação, com o recentemente lançado e já aclamado como um grande hit, Red Dead Redemption 2. Sim, xóvens, a série tem 3 jogos, e não 2. Vamos falar de onde tudo começou.

9783-red-dead-revolver-screenshot

Se Red Dead Redemption trouxe os faroestes aos jogos de mundo aberto, seu percussor foi responsável foi trazer os faroestes às características mais modernas da indústria.

Para que fique claro, Red Dead Revolver é um shooter em 3ª pessoa, e não um action-adventure.

A história do jogo é dividida em capítulos, com uma narrativa linear, que conta a história de Red, um caçador de recompensas que teve seus pais assassinados quando ainda era criança e, enquanto desenvolve suas atividades, busca vingança. Nada de muito revolucionário em termos de história e características gráficas apenas ok para a época, mas cujos elementos foram reunidos e executados com maestria pela Rockstar, em especial pela inclusão de diversas missões nas quais você controla personagens coadjuvantes.

Um dos pontos altos do jogo é o elemento chamado deadeye (parecido com o bullet time de Max Payne (também da Rockstar), onde o tempo do jogo desacelera para que Red atire em vários pontos da tela, em especial múltiplos inimigos. Este deadeye chega ao seu ápice nos momentos de duelo, normalmente os chefes de fase, que são cinematográficos!

A jogabilidade, assim como a história, avança linearmente por etapas, incluindo vários níveis em que você joga como personagens diferentes. Cada personagem tem seu próprio movimento de assinatura: por exemplo, o “Olho-Morto” de Red reduz o tempo e permite que você configure alvos para uma rápida queda de “fogo de fã”, enquanto o rifle de General Diego permite que você especifique um alvo para bombardeio canhões.

Vencer cada nível lhe dá dinheiro como recompensa (e encadear muitos tiros nos membros e várias mortes lhe renderão bônus). Você pode gastar seu dinheiro em personagens desbloqueáveis ​​(para o jogo multiplayer), ou uma série de armamentos característicos do Velho Oeste, incluindo pistolas, rifles e espingardas de muitas variedades, bem como facas, molotovs veneno e dinamite.

E todo este pacote é recheado com cutscenes dignas de um filme antigo, ambientação que remete a como deveria ser o velho oeste (estéril, cinza, rústico, cheio de poeira e conflitos), em cenários bem desenvolvidos, com grandes penhascos, planícies, personagens de aparências distintas, todos reunidos numa jornada em busca de vingança, redenção e permeado por uma trilha sonora típica da Rockstar: impecável.

Neste ponto, um destaque necessário: a trilha sonora é um deleite para quem curte filmes do gênero western, em especial por conter Quem curte esse tipo de filme joga Red Dead Revolver e certamente irá lembrar de filmes de Sergio Leone em especial por ter músicas compostas por ninguém mais ninguém menos do que Ennio Morricone, principal compositor de trilhas do gênero para o cinema. Um verdadeiro deleite!

122142-red-dead-revolver-playstation-2-screenshot-shop-screen 122143-red-dead-revolver-playstation-2-screenshot-deadeye-allows 122152-red-dead-revolver-playstation-2-screenshot-loading-screen

Antes de ser adquirida pela Rockstar e virar a sede de San Diego, a Angel Studios era a responsável pelo desenvolvimento do jogo sob a supervisão financeira da Capcom. Com o anúncio em 2002, Red Dead Revolver estava cotado para ser o substituto “espiritual” do Gun Smoke, um arcade de shoot’em up  da Capcom de 1985.

Após a aquisição, os executivos da Rockstar avaliaram quais projetos anteriores da Angel Studios poderiam ser mantidos, sendo Red Dead um dos que despertou interesse apesar de não esta em um bom estado. Devido ao desenvolvimento conturbado e pelo estado “não jogável”, o jogo ficou ausente da E3 de 2003 mesmo após o anúncio oficial feito pela produtora japonesa. Após isso, a Capcom cancelou o título, porém, a Rockstar acabou conquistando os direitos do game, assim, a Rockstar San Diego continuou com o desenvolvimento e por pouco não perderam uma série maravilhosa e que renderia ótimos frutos no futuro.

Red Dead Revolver foi lançado para o primeiro Xbox e para PlayStation 2. A diferença entre as duas plataformas não é pequena, com larga vantagem para o console da Microsoft. Em termos de história e quantidade de fases, os jogos são absolutamente equivalentes. Não existem fases exclusivas para nenhum dos consoles.

Em termos de controles, também temos versões equiparadas, diferenciando-se tão somente pelas nomenclaturas de botões (particularmente prefiro o controle S do Xbox, ao invés do Dualshock® 2 para jogos de tiro).

Em termos gráficos, entretanto, a diferença é grande. No Xbox as imagens são mais bonitas, sem slowdowns e com carregamentos bem mais rápidos do que no console da Sony.

152426-red-dead-revolver-screenshot 152430-red-dead-revolver-screenshot

40196-red-dead-revolver-screenshot

Red Dead Revolver foi o início muito bem sucedido de uma franquia. Demorou para ter sua primeira continuação, já que Red Dead Redemption foi lançado somente em 2010, já para Xbox 360 e PlayStation 3, continuando a saga no velho oeste americano. Detalhe bastante interessante é que na continuação não controlamos o Red do primeiro jogo, mas sim John Harlow. Entretanto, alguns personagens secundários de Revolver aparecem Redemption, o que é muito bacana e interliga definitivamente a sequência com o produto original.

E se Revolver era um 3rd person shooter, Redemption deu uma guinada definitiva na série, transportando-a para o gênero action-adventure de mundo aberto em terceira pessoal, com uma infinidade de locais, personagens e missões para interagir.

Redemption teve, ainda, uma DLC bastante elogiada, chamada Red Dead Redemption: Undead Nightmare, lançada em 2010, na qual o velho oeste americano é infestado por zumbis.

Oito anos depois, outubro de 2018, foi lançado o terceiro jogo da franquia: Red Dead Redemption 2, que bateu todos os recordes de vendas da indústria de jogos eletrônicos em seu lançamento e já é aclamado pela crítica especializada como o possível jogo do ano de 2018. Você pode curtir a primeira meia hora do novo jogo aqui (INSERIR O LINK), com no Quebrando o Controle da UCEG, assim como Review que estará em nosso site (INSERIR O LINK)!

Dados técnicos:

  • Red Dead Revolver
  • Gênero: Ação/Tiro em 3ª pessoa
  • Desenvolvedor: Rockstar San Diego
  • Publisher: Rockstar Games
  • Plataforma: PS2 e Xbox
  • Lançamento: 04 de maio de 2004.

 

E ai galera? Deu vontade de jogar a série todinha e viver essa aventura desde o começo? Espero que tenham gostado e até a próxima.

 


viviam

Vívian Kim
Estudante de Jogos Digitais e Level Designer.
“Os jogos ainda irão dominar o mundo”

 

 


ppMário Coelho Bessa

“Entusiasta de jogos eletrônicos desde os 5 anos de idade, quando ganhou seu primeiro videogame, um Atari 2600. Adora a geração de 16 Bits e, por causa dela, virou colecionador”