O game foi produzido pela Lucas Arts (apesar de sempre aparecer o logo da Konami) e distribuído pela Komani em abril de 1995. E antes que você comente que ele é a continuação do Valken/Cybernator, esqueça isso por completo. Apesar de toda semelhança com o famoso Valken, esse jogo não tem relação nenhuma com ele, . Outra curiosidade que acabei descobrindo é que esse game foi lançado somente nos EUA e não possui uma versão japonesa. Coisa rara, bem diferente do que acontecia naquela época, onde os jogos criados no Japão eram (ou não) lançados meses depois nos EUA, e os criados nos EUA sempre saíam para o Japão.

   
A história de Metal Warriors começa no ano de 2012, onde estamos ao mando do Governo Unido da Terra (United Governant Earth), entidade que protege e zela pela paz no planeta. Mas como toda “paz que se preze”, ela não dura muito tempo. Um grupo separatista espacial chamado Dark Axis (Eixo Unido), liderado pelo general Venkar Amon, declara guerra ao planeta, com finalidade de destruir o Governo e assim os planos de paz acabam indo para o buraco. Em meio a uma guerra de cinco anos o Governo Unido da Terra sofre severas baixas e o único esquadrão que opera em 100% é o dos guerreiros especiais chamados Metal Warriors. É nesse momento que você entra em cena, comandando o tenente Stone. O objetivo dele é obviamente destruir os Dark Axis que já se estabeleceram na Terra e desarticular seus planos da construção de uma nova arma militar, que seria capaz de destruir de uma vez por todas o Governo Unido da Terra.

      

O game se baseia em plataforma, mas possui uma diversificação enorme e que requer a utilização em larga escala de todos os botões do controle. No decorrer do jogo você pilotará vários robôs (mechas) que variam de jogabilidade e controle de acordo com sua categoria. Vale lembrar que por diversas vezes você terá que sair da unidade robótica e se aventurar como humano (um tiro de robô inimigo e você já era), para apertar interruptores que possibilitam a passagem dos robôs que pilota e assim terminar as fases. Um ponto que destaco nesse jogo é a dificuldade. Se você quer um jogo com desafio alto, então vai gostar dele (o jogo possui só cinco continues). Você terá que por diversas vezes ir com total cautela para não ser massacrado pelos robôs inimigos ou pelo menos chegar nos chefes com pouco dano. O elemento estratégia é primordial.

Os chefes são uma verdadeira “pedreira de aço” e o último vai fazer você ficar de cabelo em pé. Ele joga um míssil gigante em você… e caso esteja pertinho – “já era” meu amigo. Fechar esse game é um desafio árduo, mas prazeroso ao fim. Metal Warriors impressiona com suas breves, mas importantes animações. Mostradas na introdução, entre uma missão e outra que narram os principais acontecimentos e os objetivos de suas missões. As animações e o conjunto gráfico são ponto forte do jogo, e é curioso ver que esta arte é toda baseada na maneira japonesa de se desenhar sendo que o jogo não saiu no Japão. Os cenários das missões são bem diversificados, os próprios Metal Warriors e até mesmo as unidades inimigas possuem um visual sensacional e detalhado, que fazem você diferenciar um do outro tranquilamente.

Os robôs são a base desse jogo. Você irá pilotá-los durante as fases. Alguns deles encontram-se escondidos e a cabe a você achá-los e utilizá-los sabiamente. Cada robô está à disposição por algum motivo, e saber utilizar suas habilidades em prol da fase é primordial.

VEJA O VÍDEO:

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS:

Metal Warriors
Metal Warriors

North American SNES box art
Developer(s) LucasArts
Publisher(s) Konami
Engine ZAMN[1]
Platform(s) Super Nintendo Entertainment System
Release date(s)
  • NA February 1995
Genre(s) Action, platformer
Mode(s) Single-player, multiplayer

Apoio: RETROGAMER – FORTALEZA


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William Carlos
Vice-presidente e diretor de eventos da UCEG. Amante de jogos eletrônicos e atualmente tenta se dedicar aos fighting games por ser o estilo que mais lhe agrada.