Olá, hoje o Momento Retrô trás para vocês um jogo de suma importância para a história dos videogames. Esse jogo foi o início de uma saga que traz personagens carismáticos que estão vivíssimos hoje em dia. O primeiro jogo da série Donkey Kong não só nos apresentou o Jumpman como também o seu criador, o consagradíssimo Shigeru Miyamoto.

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Donkey Kong foi lançado pela Nintendo em 9 de julho de 1981 no Japão. É o primeiro jogo de videogame que trás uma narrativa completa contada sem textos ou diálogos. No jogo, o jogador estará no papel de Jumpman, um carpinteiro que tem sua namorada sequestrada por Donkey Kong. Então, o nosso futuro Mario tem que passar por quatro níveis diferentes para resgatar Pauline, cada um mais difícil que o outro.

Ao decorrer do caminho, Jumpman deve se esquivar dos barris, bolas de jogo, molas e tudo que é jogado pelo vilão. Embora Mário só tenha ganhado mais “poder” quando passou a seguir a carreira como encanador, neste jogo ele conta com um auxílio de um martelo que pode destruir os barris por um determinado tempo. Além disso, ele pode recolher os pertences de Pauline (Chapéu, bolsa e guarda-chuva) em troca de pontos extras.

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No início da década de 80, a Nintendo fracassava em enviar a América do Norte seu Radar Scope. Com os armazéns lotados com as máquinas, o então presidente da Nintendo Hiroshi Yamauchi confiou em Shigeru Miyamoto, que já trabalhava na empresa desde 1977, para criar um jogo que pudesse levar a Nintendo ao Novo Mundo.

Na época, a empresa vinha batalhando pela licença para poder produzir um jogo baseado no Popeye, que infelizmente (ou felizmente), não deu certo. Então sobrou para Miyamoto a tarefa de criar novos personagens que poderiam ser usado em jogos posteriores. Cheio de ideias como sempre, Miyamoto apresentou um triângulo amoroso entre um carpinteiro, um gorila e uma jovem donzela, espelhando-se na rivalidade de Bluto e Popeye. Ele usou Bluto como referencia para o vilão, e o nome veio depois de muita pesquisa. Como a ideia era chegar nas américas, lhe foi sugerido que o jogo tivesse um nome em inglês, então, Shigeru puxou de um dicionário inglês-japonês, e procurou referências para “burro” ou “teimoso” que combinaria para a gíria japonesa  “kong” que se referia a gorila, e segundo o gerente de exportação da Nintendo, “Donkey” foi feito para representar o “pateta” que ele tanto procurava.

Sem capacidade de programar o jogo sozinho, Miyamoto elaborou o conceito do jogo, com personagens de tamanhos diferentes, que se moviam e agiam de formas totalmente diferente. Mas devido a complexidade,ele acabou usando plataformas inclinadas, barris e escadas. Ao apresentar um jogo com múltiplos estágios, a equipe de programadores composta por quatro homens concordou mesmo fazendo cara feia, o que resultou em uma obra de arte de 20 kilobytes, contando com a trilha sonora composta por Yukio Kaneoka.

Antes de então abrigar o Kong, as máquinas de Radar Scope tiveram que ser reduzidas, já que suas placas foram projetadas para terem múltiplos inimigos, somente após a redução  na escala e remoção das funções desnecessárias, o jogo foi colocado nas máquinas.

 

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Ao receber o jogo para testes,o gerente de vendas da Nintendo of America acabou se decepcionando um pouco quando não se deparou com um jogo de nave ou labirintos. Mesmo assim, Arakawa acreditava que o jogo faria sucesso. A equipe americana começou a trabalhar na tradução do jogo para o novo local, e solicitaram a mudança do nome do jogo que não foi aceita por Arakawa. Então eles prosseguiram com as mudanças permitidas e então Pauline virou Lady, e Jumpman virou Mario, nome este que foi escolhido devido a semelhança com um funcionário da Nintendo americana chamado Mario Segale. Com isso, os nomes dos personagens foram impressos na arte do gabinete americano e usado como material de divulgação.

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Donkey Kong foi extremamente popular nos Estados Unidos e no Canadá. As duas mil unidades iniciais foram vendidas como água e mais pedidos foram feitos. Devido a demora para virem do Japão, Arakawa se responsabilizou pela produção do jogo na américa e os componentes eletrônicos foram produzidos em Redmond. Em outubro de 1981, eram vendidas quatro mil unidades por mês, e na metade do ano seguinte, a Nintendo já havia vendido mais de 60 mil máquinas e faturado mais de US$ 180 milhões.

 

Algumas curiosidades.

 

  • A versão arcade de Donkey Kong aparece no livro “1001 Video Games que você deve jogar antes de morrer” pelo editor geral Tony Mott.
  • No estágio Rivet, onde Jumpman deve remover oito rebites correndo ou pulando sobre eles. Depois que todos os oito rebites forem removidos, Donkey Kong cairá de cabeça em uma pilha de vigas, derrubando-o, e Jumpman e Pauline finalmente serão reunidos.
  • Na contra-capa de várias versões anteriores (incluindo Arcade, Apple II, Atari 8-bit, Commodore 64 e MSX )  Mario é referido como um carpinteiro, enquanto a versão da caixa do Game Boy Advance e subsequentes jogos do Mario afirmam que ele é um encanador.
  • A versão arcade de Donkey Kong, lançada em 1981, originalmente apresentava quatro níveis. Devido a limitações de memória no NES versão pak, o pak levou à remoção do nível da Fábrica (que teria sido o nível 2). Hoje, a única maneira de jogar o jogo com os quatro níveis é através do arcade. No entanto, o jogo também pode ser jogado como um dos desafios em Donkey Kong 64 . A versão NES foi relançada como um jogo desbloqueável em Animal Crossing para o GameCube e como um item para compra no console virtual do Wii.
  • O processo movido pela Universal City Studios, alegando que Donkey Kong violou a marca registrada de King Kong acabou fracassando, mas a vitória da Nintendo no tribunal ajudou a empresa a se posicionar no mercado de jogos, o que acabou sendo dominado pela mesma durante toda a década de 90.

 

E ai? O que achou de matar as saudades da grande estreia do nosso querido Mario no mundo dos jogos?  Espero vocês na próxima!!


viviam

Vívian Kim
Estudante de Jogos Digitais e Level Designer.
“Os jogos ainda irão dominar o mundo”