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Olá pessoal! Semana passada contamos um pouco da história da UCEG, e nesta semana que tal falarmos um pouco da história do videogame no Brasil?
Esta é a proposta do Documentário “1883: O ano dos videogames no Brasil”, onde nosso amigo Marcus Vinicius Garrett, que é o mentor do projeto, busca falar um pouco de como os videogames chegaram no Brasil. Ele iniciou a ideia por ser autor dos livros: “1983: O Ano dos Videogames no Brasil” “1984: A Febre dos Videogames Continua,” e ainda ser coeditor da revista eletrônica Jogos 80. E em breve no site da UCEG faremos um sorteio de 2 exemplares do livro que ele gentilmente nos cedeu para a galera gamer cearense.

Informações sobre o projeto

1983: O Ano dos Videogames no Brasil” contará a história de como o videogame, enquanto nova forma de entretenimento, aportou no país oficialmente em 1983, mas igualmente trará informações sobre o antes e algo sobre o depois. O foco serão, essencialmente, os aparelhos que antecederam os cartuchos, tais como os relógios com jogos da Casio, os portáteis Game & Watch e os PONGs/Telejogos, mas principalmente – e com destaque – a primeira geração nacional de videogames propriamente dita, isto é, a geração do Odyssey, do Atari 2600 e seus clones, do Intellivision e do SpliceVision (ColecoVision).

O documentário não tratará da história dos videogames no Brasil de uma forma generalizada, portanto, não abrangeremos as gerações seguintes (NES, Master System, Mega Drive, Super NES etc.), nem os jogos de microcomputadores clássicos; estes tópicos são assuntos para outras produções. (Fonte: site do projeto 1983).

O projeto já arrecadou mais de R$ 23.000,00 no site Kikante, mas ainda é possível contribuir — http://www.kickante.com.br/campanhas/1983-o-ano-dos-videogames-no-brasil

Tivemos um bate papo com o Marcus, onde ele comenta e fala sobre o trabalho que esta sendo feito para o documentário e o cenário atual das inciativas relacionada a cultura de jogos eletrônicos no Brasil. A seguir a conversa na íntegra:

UCEG: Quando surgiu e quando veio a ideia do documentário?

Marcus: A ideia do documentário surgiu depois que assisti a alguns documentários muito bons feitos no exterior, tais como o Atari:Game Over e o From Bedrooms to Billions. Como eu já havia escrito dois livros sobre o tema, isto é, a chegada do videogame ao Brasil, pensei: Por que não transformar meus livros, principalmente o primeiro, em um documentário? Afinal, a pesquisa toda já estava pronta. Foi assim que a coisa surgiu.

UCEG: Do que trata o documentário?

Marcus: O documentário trata da história da chegada do videogame, enquanto nova forma de entretenimento, ao Brasil. A ideia é mostrar os bastidores, o mercado, a contextualização do Brasil daquela época, a Reserva de Mercado, as estratégias das empresas e tudo o mais. Novamente digo que basta imaginar que os meus livros se transformarão em um filme.

UCEG: Qual foi a perspectiva e a expectativa da equipe envolvida no projeto após a inclusão do mesmo no Kikante?

Marcus: Sinceramente? Eu tinha dúvidas de que conseguiríamos os R$ 20 Mil, afinal, é muito dinheiro. Além disso, a situação atual do Brasil não está muito favorável. Porém, graças às quase 200 pessoas que acreditaram na ideia do projeto, o documentário foi financiado! Ficamos muito, muito felizes na confiança que foi depositada em nós. Agora é não decepcionar!

UCEG: Em 1983 você imaginava o cenário de jogos eletrônicos como esta hoje?
Marcus: Bem, eu tinha apenas 10 anos. Não pensava muito nisso, eu só queria era jogar!

UCEG: O que você acha do Brasil com relação aos outros países com relação a cultura de jogos eletrônicos?

Marcus: Acho que o que faltava, um museu dos videogames, foi recentemente contemplado com o Museu do Videogame Itinerante do amigo Cleidson Lima, uma iniciativa absolutamente fantástica.

UCEG: Qual a história que na sua opinião é um marco na história do Videogame no Brasil?

Marcus: Destacar uma só história é difícil, temos várias histórias igualmente importantes. Algo que não se pode deixar de citar, porém, é a campanha de marketing da Polyvox. Ela foi criada pela agência de propaganda DPZ e ganhou a premiação máxima em Cannes na categoria. Foi um marco em termos de publicidade no Brasil.

UCEG: Como você nota inciativas como a UCEG? Tinha conhecimento de algum outro movimento como esse no Brasil?

Marcus: Acho vital que nós, fãs de videogames, apoiemo-nos mutuamente, afinal, é a nossa história, é o nosso hobby. Acho altamente positivo!

UCEG: Deixe uma mensagem para a turma da atualidade que esta começando ou para os old gamers que estão lendo esta matéria.

Marcus: A mensagem que deixo é: “cultivem o passado, aprendam sobre ele. Não vivam presos a ele, mas aprendam sobre a história do videogame em nosso país, afinal, é algo de que todos gostamos. A imprensa vive dizendo que o Brasil é um país sem memória, vamos tentar mudar isso. Na verdade, não só em relação aos videogames, mas principalmente em outros aspectos também”.

Agradecemos ao Marcus por sua disponibilidade para nossa matéria e o Projeto 1983 continua a pleno vapor, muitas entrevistas estão sendo feitas e uma notícia de primeira mão é que a UCEG esta participando do projeto e irá colaborar com a inciativa colocando pessoas do Ceará e do Nordeste no documentário.

E agora vai uma convocação, se você teve participação no cenário local, ou participou de algum projeto de consoles em 1983 ou 1984 ou ainda alguma história de época interessante que podemos adicionar ao documentário. Nos envie um email para: contato@ucegamers.com.br

Autor: Izequiel Norões