topoIdeiasEmJogo29052018

Olá pessoal!
Saudades de escrever nossa coluna. Mas este é apenas um “drops” do que esta por vir, pretendo retomar a escrita em breve de nossos assuntos e artigos para a todos que acompanham e participam do Ideias em Jogo :)

Mas vamos a pauta, o  2º Censo da Indústria brasileira de Games. Importante participar!
Em sua 2a edição o Censo vem com lastro de um projeto financiado pelo Ministério da Cultura (MinC) e tem como objetivo mapear a indústria brasileira de jogos e informações de todos os agentes que atuam com desenvolvimento de jogos eletrônicos no Brasil, seja como atividade principal, secundária, autônomo ou pessoas com vínculos diretos.

Uma vez que o MinC agora tem uma maior visibilidade do cenário nacional de jogos, principalmente do prisma do desenvolvimento, o que pode ser observado nas palavra do atual ministro da cultura:

“Esse levantamento é fundamental para que possamos ter uma compreensão maior do mercado de games no Brasil. Isso nos permitirá desenvolver políticas de fomento e apoio voltadas para as necessidades deste setor, que tem um imenso potencial de crescimento” Sérgio Sá Leitão, Ministro da Cultura.

Este mercado entrou no foco não por acaso, vejamos alguns pontos:

  • Segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers, o gasto com games no Brasil em 2016 chegou a US$ 644 milhões. Em 2021, a expectativa é que chegue a US$ 1,4 bilhão, um crescimento médio de 17% ao ano.
  • As empresas brasileiras de games também buscam espaço no mercado exterior. De 2013 a 2017, a exportação brasileira de games cresceu mais de 600%, segundo dados da Abragames. No ano passado, 93 empresas nacionais exportaram cerca de R$ 17,4 milhões em jogos. “O crescimento vem sendo substancial. Já temos, inclusive, jogos brasileiros premiados fora do País”, informou Eliana.
  • Uma das formas de fomentar o setor é por meio de editais. A Agência Nacional do Cinema (Ancine), instituição vinculada ao MinC, lançou, em 2016 e 2017, dois editais exclusivos para a produção de jogos eletrônicos para exploração comercial em consoles, computadores e dispositivos móveis. Nas duas edições, foram investidos R$ 20 milhões. “Foi um edital importante, que entusiasmou muito o nosso setor”, afirmou Eliana.

Estes pontos podem ser melhor entendidos notando as muitas reuniões e ações da ABRAGAMES junto ao ministério. Esta aproximação do Ministério ,por meio da Ancine, já começa a render frutos, inclusive no estado do Ceará, onde uma produtora de jogos local foi contemplada em um edital da entidade, recebendo um aporte de R$ 250 mil para produção de um jogo.

Então, para conhecer ainda mais o cenário de games nacional, a 2ª Edição  do Censo da Indústria Brasileira de Games esta acontecendo. Sob a coordenação do Professor Luiz Ojima Sakuda, este ano pretende-se buscar ainda mais informações e com isso melhorar ainda mais a visão do que temos na produção e fomento cultural dos games no Brasil.

O 1º Censo foi realizado em 2013, tendo seus dados divulgados em março de 2014 e pode ser encontrado no site da AbraGames.

As respostas são confidenciais e os dados da pesquisa serão utilizados apenas para o desenvolvimento de políticas públicas e de pesquisas acadêmicas. A divulgação das informações sempre manterá o anonimato do respondente.

Para maiores informações:

  • Luiz Ojima Sakuda
    Coordenador do 2o Censo da Indústria de Jogos Digitais
    Contato: 2oCensoGamesBR@homoludens.com.br ou luizsakuda@fei.edu.br

Links:
Formulário para cadastro: 2º Censo
Notícia no site do MinC: Cultura.gov


Izequiel Norões
Professor de Jogos Digitais, Analista de Sistemas, Diretor da UCEG e pai do Icaro.
“Os jogos podem mudar o mundo”