(Foto: Reprodução)

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Recentemente, em uma aula da faculdade meu professor nos mostrou um curioso jogo chamado Space Channel 5, disponível para Dreamcast, PlayStation 2, PlayStation Portable, Game Boy Advance e Windows. Seu conceito é simples e criativo, um jogo de ritmo em que a protagonista combate aliens invasores usando seus habilidosos passos de dança.  Com uma certa relutância ele chegou ao ocidente, sendo que a versão mostrada no vídeo está totalmente localizada em Inglês.

Mas, curiosamente, também foi mostrada a apresentação na E3 do jogo, que buscando impressionar o público preparou um show de dança com uma coreografia de encher os olhos. Porém, será que a apresentação foi realmente boa?

 

Adaptações de jogos orientais ao ocidente não é mistério para ninguém. Quem nunca ouviu falar da mudança de expressão de Kirby na arte da capa de seus jogos? Entre vários outras coisas como: censuras em cartas de yugi-oh, troca de títulos, etc., Adaptar muitas vezes é algo necessário, tanto para manter trocadilhos ou localizar melhor o jogador, porém, isto se torna um problema quando foge do conceito original da obra.

Pense em uma música típica de uma certa região do planeta, esta é calma e suave porque precisa ser assim, já que é cantada para as crianças. Agora imagine a uma banda de Trash Metal estrangeira não só dá um novo arranjo para a música, mas a vende como um produto completamente diferente. Se não houver problemas legais isso poderia ser feito,mas, não respeitaria a música original. O mesmo vale para outros tipos de mídia que tem um público alvo e recursos pensados especialmente para ele.

No oriente, as pessoas são mais tolerantes ao que é considerado fofo e infantil, mas por aqui as coisas são diferentes. Space Channel 5 traz uma temática que poderia ser considerada boba, mas pelo bem das vendas seu marketing foi adaptado. O problema é que o jogo continua com as mesmas características de antes, tornando a experiência final contrastante com a expectativa inicial, podendo gerar descontentamento por parte do consumidor, afinal, propagandas em geral devem vender a essência real do produto.

Sejam jogos, filmes, livros ou qualquer mídia, fica aqui meu conselho a todos os que trabalham com adaptação: Respeitem a obra original e principalmente todo o conceito por trás das histórias, títulos e personagem que foram pensados de maneira a tornar o seu universo maior e muitas vezes brincar com a mente de quem a consome.


14895436_1189108631159470_1658788178_oMatheus Serafim
Estudante de Jogos Digitais e Gamer de coração.
“Jogos são a experiência audiovisual mais completa e interativa já criada”