Rayanne Reveg artista e producer do Farm Break

| INTRODUÇÃO

Farm Break, um jogo de estratégia e agilidade, desenvolvido pela empresa cearense Studio 85. Em sua categoria é um jogo de puzzle, mobile 3D adventure-casual, que traz como personagem principal um porquinho chamado Piggo. O jogo foi desenvolvido inicialmente para aparelhos com sistema android e já está disponível para download na Play Store.

Vem conferir um pouco como o jogo funciona:

Fizemos essa entrevista com o intuito de conhecer melhor como se deu o processo de criação do Farm Break e de dar oportunidade a outras pessoas de conhecerem melhor os jogos brasileiros.

Agradeço à Rayanne por ter nos dado essa oportunidade e por ter respondido nossas perguntas.

| ENTREVISTA

Sara Rocha: Como foi o processo de criação do Farm Break?

Rayanne Reveg: O Farm Break teve início durante uma “Game Jam Plus”, sendo um evento que junta pessoas para desenvolver durante 54 horas, jogos focados no mercado. Primeiro pensamos em uma mecânica que se encaixaria com as tendências do mercado e, em sequência, a narrativa/design surgiram.

Sara Rocha: Agora com o lançamento do jogo, como está sendo o processo de criação de novos conteúdos?

Rayanne Reveg: Estamos desenvolvendo novos “levels” com mais obstáculos e desafios, além de “skins” ainda mais bonitas e mais elementos para narrativa. Se está curioso, indico acompanhar nossas redes @studio85games, soltamos alguns “spoilers”!

Sara Rocha: Você já trabalhou na linha de frente da criação de outros jogos, ou esta é a primeira vez?

Rayanne Raveg: Para publicação essa foi a primeira vez. Outros jogos que desenvolvi tinham somente o propósito de estudo. Mas quando queremos desenvolver algo focado ao mercado, é uma realidade totalmente diferente.

Sara Rocha: Em qual função você trabalhou durante o desenvolvimento do jogo? Quais dificuldades você encontrou ao trabalhar nesta função enquanto o jogo estava sendo desenvolvido?

Rayanne Reveg: Fui uma das artistas e “producer”. Em relação a arte, por minha parte, foi o aprimoramento. Queríamos optar por deixar o jogo com uma aparência mais fofa, então buscávamos sempre esse aprimoramento, até que um dia acertamos o visual que procurávamos. Já em relação a ser “producer” era o medo de não saber “vender” corretamente o jogo. Era a primeira vez que ia para uma rodada de negócios e ainda mais uma internacional, mas felizmente consegui mostrar o nosso querido “Farm Break”.

Sara Rocha: Qual é o plano de monetização do Farm Break , ou seja, como é que ele gera receita para o Studio 85?

Rayanne Reveg: Falando brevemente, nossa escolha foi não ser como outros jogos mobiles que “empurram” propagandas indesejáveis toda hora ao jogador. Usamos um sistema baseado em “ads” mais “amigável”, por meio de banner/vídeo e a troca por dobrar a premiação ou reviver. Ademais, nosso jogo também é um “Freemium” com “In-App Purchase”, mas sem contar com mecanismos de “Pay To Win”, essas compras são para aquisição de moedas que podem ser usadas tanto em “skins” quanto para reviver se você ficar preso em determinado “sublevel”.

Sara Rocha: Quais dos projetos que você já trabalhou te deixou mais realizado em fazê-lo?

Rayanne Reveg: Até o momento, foi o “Farm Break”. É de grande satisfação ver que as pessoas realmente gostam desse jogo. Batalhamos muito para entrega-lo da melhor forma possível.

Sara Rocha: Como você acha que as mulheres são vistas nessa área de desenvolvimento de jogos?

Rayanne Reveg: Minha experiência, como mulher, com desenvolvedores é ótima. Não sofri com tantos episódios ruins, o ambiente “dev” é muito saudável. Porém, infelizmente, ainda é diferente com o lado dos jogadores, ainda sofro com muitos comentários tóxicos desvalorizando minhas habilidades só por eu ser mulher. E eu sou mais “besta” por querer me esconder, pois algumas vezes alguns “gamers” são tão tóxicos que, por exemplo, me expulsaram de uma partida de FPS por eu estar em primeiro só por eu ser mulher. Espero muito que isso mude logo.

Sara Rocha: Quando despertou em você a vontade de desenvolver jogos? Foi algo ainda na infância ou na adolescência?

Rayanne Reveg: Na verdade, na infância eu tinha o desejo de me tornar uma “animadora”. Sempre achei lindo a ideia de animar um personagem. Porém, quando concluí meu ensino médio comecei a cursar Direito, mas não me encontrava ali. Então um amigo que é apaixonado por jogos, me convenceu a cursar e foi aí que realmente me despertou esse desejo.

Sara Rocha: Quais estúdios de jogos no Brasil que vocês têm como referência?

Rayanne Reveg: Miniboss, Wildlife e Aquiris são estúdios que nos inspiram muito, pela qualidade, dedicação, negócios e administração.

Sara Rocha: Já existem muitos jogos e estúdios brasileiros que estão se destacando no exterior. Vocês esperam entrar nesse mercado? Como estão se preparando?

Rayanne Reveg: Estamos estudando as possibilidades. Sem muitos “spoilers”.

Sara Rocha: Vocês pretendem lançar o Farm Break em outras plataformas?

Rayanne Reveg: No momento queremos nos focar em outras propriedades intelectuais nossas, mas quem sabe?

Farm Break: Não perca o review do game


Sara Rocha (@saraarocha)
Estudante de Jornalismo – Canal @antenadoscomunica.
“Apaixonada pela cultura coreana, tecnologia e pelo universo geek.”