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Hoje (16) foi o dia de parar de chamar o NX, aquele que era o suposto nome do novo console da Nintendo para chamá-lo oficialmente de Nintendo Switch. Ao que tudo indica, o novo videogame parece ser uma fusão de portáteis e consoles conectados a TV. Em outras palavras, o Nintendo Switch é um modelo híbrido que tentará oferecer ao jogador a melhor experiência de um portátil e um console tradicional.

Toda ansiedade e especulações em torno deste console surgiram ainda quando o Wii foi revelado em 2006, só que com uma proporção muito maior com a amplitude da internet, que assim como NX, inicialmente o nome de código do projeto do Wii era Revolução,  e fizeram um baita mistério, onde logo surgiram com os bastões e sensores de movimento que foram uma grande inovação na época.

A revelação tão esperada…

Num release de imprensa há a seguinte declaração de Reggie Fils-Aime, presidente e CEO da Nintendo das Américas: “Nintendo Switch permite aos jogadores a liberdade para jogar como quiser… Dá aos desenvolvedores de jogos novas habilidades para trazer suas visões criativas para a vida, abrindo-se o conceito de jogos sem fronteiras”.

O vídeo a seguir revela em pouco mais de três minutos, um pouco sobre o novo dispositivo que traz novidades além do seu nome e da aparência de um portátil.

“Apresentando o Nintendo Switch! Além de proporcionar emoções single e multiplayer em casa, o sistema Nintendo Switch também permite aos jogadores jogar o mesmo título onde, quando e com quem eles escolherem. A mobilidade de um handheld agora é adicionado ao poder de um sistema de jogo em casa para permitir sem precedentes novos estilos de jogo de vídeo game.”

Conforme a descrição da própria Nintendo, o novo console vem para trazer uma nova forma de jogar e integrar jogadores. Em minha opinião pode resgatar o que tínhamos com os consoles mais antigos de jogar junto com os amigos, só que com muito mais gente.

O que podemos observar com o que foi colocado no vídeo?

A proposta é inovadora, e alguns dos boatos que foram amplamente debatidos pela a imprensa estão confirmados, como o fato do console ser híbrido (funcionando como console de mesa e também como um portátil), a utilização de uma espécie de cartucho como mídia e seus controles serem removíveis. O tablet que a Nintendo chama de “Console Switch” é fino, bastante atraente e parece ter uma tela que mede cerca de sete polegadas, porém ainda não foi especificada a resolução. O jogador em casa vai ligar o tablet no “Switch Dock”, que por sua vez conecta-se à sua TV e permite que você jogue com a família e amigos no conforto da sua sala de estar.

Podemos perceber no trailer um jogador conectando ao que parece ser um cartucho, parecido com um cartão SD, ou seja, os jogos serão ainda provavelmente distribuídos tanto digitalmente quanto fisicamente (UFA!), e ao retirar o Switch da base, o sistema imediatamente muda para o modo portátil, e a mesma excelente experiência de jogo que estava sendo apreciada em casa viaja com você: para o parque, em um avião, em um carro ou para o apartamento de um amigo. Esta portabilidade é reforçada pela sua tela de alta definição brilhante.

O controle chamado de “JoyCon“ é removível e pode ser acoplado à tela portátil. Eles podem ser ligados a uma unidade central chamada de “Joy-Con Grip” para se comportar como um controle convencional, além disso, ele pode ser anexado ao lado do tablet para uma experiência mais parecida com o Wii U. Podem também ser usados separados como dois controles em miniatura. E se o jogador mais hardcore não se sentir satisfeito, a Nintendo traz o “Pro Controller”, que é algo no padrão mais tradicional, bem semelhante, inclusive, ao controle do Xbox da Microsoft.

Com relação aos jogos, vimos o Splatoon, NBA 2K17, The Elder Scrolls V: Skyrim (provavelmente sua versão remasterizada), Super Mário (possivelmente uma nova versão) e o já muito comentado Zelda: Breath of the Wild.

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As novidades do novo console em detalhes

Será que dessa vez o console vai emplacar?

O Switch vem com um suporte da NVIDIA, que confirmou estar dando força ao novo console com um Chip Tegra personalizado, este processador escalável inclui uma GPU NVIDIA baseada na mesma arquitetura de vídeo da linha GeForce. Veja o post da própria NVIDIA no seu release, com destaque para o trecho: “A experiência de jogo do Nintendo Switch também tem suporte de um software totalmente personalizado, incluindo um motor de física renovada, novas bibliotecas, ferramentas de jogo avançadas e bibliotecas. A NVIDIA, adicionalmente, criou novas APIs de jogos para aproveitar plenamente esta performance. A mais nova API, NVN, foi construída especificamente para trazer jogos leves, rápidos para as massas”.

Além disso, diferentemente do passado, enquanto muitas empresas de videogame desenvolveram jogos para o Wii e DS, houve outra história com o Wii U e o GameCube. Estes dois consoles realmente não tiveram sucesso de vendas, e muitos desenvolvedores simplesmente pararam de trabalhar em jogos para esses consoles logo após o seu lançamento. Já o novo console da Nintendo vem com um grande suporte das principais produtoras de jogos e precisa muito delas como podemos ver nessa manchete especializada. Pensando nisso, a estratégia da Nintendo dessa vez foi de dar aos desenvolvedores a capacidade de projetar seus jogos com suporte de uma variedade maior de estilos de jogo, o que dá aos jogadores a liberdade de escolher uma experiência que for mais conveniente aos seus gostos. Alguns dos editores, desenvolvedores e parceiros de middleware chave no mercado foram anunciados com suporte para o console da Nintendo, que são os seguintes:

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As empresas que possivelmente irão produzir para o novo console

Ainda há muitos detalhes técnicos a serem revelados, mas somos levados a crer que a BIG N parece querer voltar para a briga no mercado de consoles, e isso com certeza é interessante e pode dar uma maior sobrevida a este segmento que parecia ameaçado. Mas se este será um sucesso ou não somente o tempo e as definições de marketing e mercado da empresa poderá responder este mistério.

(A matéria continua a medida que formos vendo mais detalhes)


Izequiel Norões
Professor, Analista de Sistemas, Diretor da UCEG e pai do Icaro.
“Jogos não são joguinhos”

 

Revisão por Icaro Araújo