Olá meus caros! Tudo tranquilo? Recentemente tive a oportunidade de testar o novo MMORPG para consoles que será lançado pela Bandai Namco. Estou falando de Bless Unleashed. Nada mais justo do que tirar um tempinho para passar aos nossos leitores e fãs do gênero um pouco das minha impressões sobre esse jogo.

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A ORIGEM

Bless Unleashed é o segundo título da série Bless, que começou como MMORPG para PC lançado em 2018 pelo estúdio Neowis. A versão para PC prometia bastante mas não foi bem recebida pelo público. Essa recepção ruim se deve em grande parte aos constantes problemas de desempenho no jogo. Menos de um ano após seu lançamento, foi anunciado o encerramento dos servidores da versão para PC assim como a promessa de que a experiência será usada como aprendizado pela equipe. Agora, sob o “guarda-chuva” da BANDAI NAMCO, Bless retorna como um novo jogo, totalmente otimizado para consoles e com um toque a mais de ação.

O INÍCIO

Como na maioria dos MMORPGs, a criação de personagem é um show a parte. Mesmo na versão beta já era possível escolher e editar seu personagem com uma riqueza de detalhes incrível e escolher uma das 5 classes disponíveis no jogo: Crusader, Berserker, Ranger, Mage e Priest.

É aí que você entra no jogo pela primeira vez e se depara com o primeiro ponto positivo do game: a estória. A forma como a narrativa é feita te deixa com aquela vontade de querer saber realmente o que está acontecendo ao invés de só sair pulando todas as cenas do jogo sempre que possível. Não é um FFXIV mas também não é enjoativo como Black Desert, por exemplo. É algo bem equilibrado entre os dois conceitos, não só do ponto de vista da estória como também visualmente pelos gráficos.

Na estória, pouco depois de acordar de um sonho estranho, sua ilha natal é atacada e dizimada por um pequeno exército de monstros chefiado por um misterioso grupo de guerreiros. Seu personagem mal consegue escapar com vida da experiência e sua jornada começa tendo como principal objetivo tentar entender os motivos por trás do ataque e o significado do estranho sonho. A partir desse ponto o jogo progride lentamente, te dando bastante tempo para conhecer cada mecânica conforme as missões vão sendo completadas. A progressão de nível do seu personagem não é tão rápida como na maioria dos MMORPGs atuais e mesmo em níveis mais baixos, as dicas do jogo aconselham a melhorar seus equipamentos através de encantamentos. A experiência do jogo não é focada em missões ou em “grind”, fica tudo bem balanceado, sendo mais efetivo para o jogador revezar bem entre as opções de progressão que o jogo dá.

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CARACTERÍSTICAS

Como um jogo de ação desenvolvido com os consoles em mente, gostei bastante do que encontrei em Bless Unleashed. Os comandos são simples e mesmo as mais finas opções dentro do jogo e do sistema são de fácil acesso, bastando pressionar poucas vezes os botões do controle para chegar a opção desejada.

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A navegação pelo mapa e a locomoção do jogo em si também me agradaram. Na maioria dos MMORPGs modernos, ao aceitar uma missão, uma linha te mostra qual será a melhor rota para chegar ao local, isso quando não é uma mecânica de auto-run que leva seu personagem ao destino automaticamente. Essa “automatização de processos” em MMORPGs me desagrada pois tira um pouco da mágica de conhecer um lugar novo dentro do jogo, o jogo perde um pouco da imersão. Em Bless Unleashed, uma bússola no mini-mapa aponta a direção do NPC ou do local da missão, mas nunca a rota a ser seguida.

É preciso abrir o mapa e escolher um rota para seguir com base em referências. Esse pequeno detalhe “a moda antiga” faz com que você tenha que ser bem mais atento com seus arredores para não se perder do caminho. Você acaba conhecendo bem melhor cada local e a progressão de jogo mais “lenta” só ajuda nesse quesito. Por exemplo: durante a caminhada para uma missão um pouco mais distante, resolvi encurtar o caminho pulando no rio e nadando até a outra margem. Foi aí que percebi que não havia sido o único que teve a idéia. Durante o nado encontrei mais dois jogadores fazendo o mesmo trajeto e isso rendeu algumas brincadeiras na água. Essa é a “mágica” que faz falta em muitos jogos.

Há sistemas de vigor, montaria e teletransporte no jogo. O vigor do seu personagem funciona como um barra que é utilizada toda vez que o seu personagem usa um movimento de esquiva ou corre. Mas o vigor não é um recurso que você pode esbanjar, meu personagem da classe Priest gastava mais da metade da barra de vigor para executar uma esquiva e a corrida consumia a barra completamente em apenas 6 segundos. Sendo a corrida um recurso tão situacional, faz muito mais sentido usar uma montaria. Os teletransportes do jogo funcionam através de pontos chaves que você precisa descobrir durante a sua viagem. Eles também não são muito frequentes, de novo o balanceamento da distribuição dos recursos do jogo reina.

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O sistema de habilidade é um caso à parte. Nesse sistema o jogador usa os pontos de habilidade que consegue ao evoluir para liberar novas habilidades de uma “árvore” específica. Essas novas habilidades podem ser utilizadas para atacar seus inimigos com um simples pressionar de botão ou no sistema de combos do jogo, onde você elege combinações dos seus golpes para utilizar em sequência durante as batalhas. Ao desbloquear a quantidade correta de habilidades de uma árvore seu personagem ganha uma habilidade ou efeito passivo, que varia de acordo com a classe escolhida.

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Outro ponto interessante que eu vou destacar é o “modo de inspeção”. É um sistema que permite que você interaja com outros jogadores de forma mais simplificada. Um sistema pensado para melhorar a usabilidade do jogo naqueles momentos em que a interação entre os jogadores for mais intensa.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pontos fortes:

Bless Unleashed me agradou bastante como jogador veterano de MMORPGs. Como dito anteriormente, a escolha por uma progressão mais lenta de jogo associada a uma boa lore, comandos simplificados e balanceamento de recursos me pareceu cair muito bem no jogo. Com certeza jogarei esse jogo no lançamento oficial.

Pontos fracos:

Na versão beta, o desempenho do jogo caia durante as “cutscenes”, mas normalizava logo que a cena terminava. Outro ponto que deixou um pouco a desejar foi o ping do servidor que por vezes me deixava esperando para ver um NPC em áreas em que muitos jogadores estavam conectados. Ambos são defeitos contornáveis e aceitáveis tendo em vista que não se trata da versão completa final do jogo.

Eaí? O que achou? Ficou com vontade de conferir o game? Fala pra gente nos comentários!


honorioHonório “IMPERAMON” Martins

“Pai, Técnico em Manutenção e Suporte pela S.O.S Técnicos em Informática. Jogador apaixonado desde sempre. Entusiasta em jogos RTSs, MMORPGs e FGs. Competidor de SC6, T7, DoA6 e Uni[st] pela WasF Gaming.”